Para marcar o início das discussões do III Fórum Internacional Brasil Cultura 23-30 no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, a sessão de abertura do evento destacou a necessidade de se pensar os espaços e a produção cultural em tempos de emergências.
Renata Motta, diretora executiva do id_Br, que gere o Museu da Língua Portuguesa, ressaltou a “sensibilidade comum” dos interesses do Brasil Cultura 23-30 e do museu. Ela destacou que desde sua reinauguração, a instituição tem refletido sobre sua relação com o espaço que ocupa, em uma área de vulnerabilidade do bairro da Luz, região central de São Paulo. “Precisamos pensar no papel dos espaços culturais para imaginar o comum, e no lugar do museu contemporâneo”, destacou.
Reforçando a “arena de discussão gentil” do III Fórum Internacional Brasil Cultura 23-30, Marta Porto relembrou que as perguntas que orientam a curadoria do fórum passam pela “inevitabilidade das mudanças” que temos visto em casos como o das chuvas no Rio Grande do Sul ou da pandemia da Covid-19. Perguntas como “A ficção está em risco?”, e “Como as instituições têm atuado para reforçar os valores de alteridade e estimular o senso crítico?” são alguns dos eixos que orientam o evento.
O III Fórum Internacional Brasil Cultura 23-30 tem patrocínio da Energisa, representada por Delânia Cavalcanti, coordenadora de Investimento Social Privado do grupo, que saudou a importância dos fóruns de cultura para imaginar futuros.
Em uma participação por vídeo, direto do Rio Grande do Sul, Ane Siderman, do movimento Futuro Audiovisual RS, falou das dificuldades que os trabalhadores do audiovisual têm passado desde as chuvas que atingiram o estado. O movimento tem atuado para mapear dificuldades dos trabalhadores e angariar fundos para retomar as atividades. “Esta é uma emergência que infelizmente pode vir a acontecer em qualquer região do Brasil”, lembrou. “Não há segurança para filmar no Rio Grande do Sul, por isso temos reforçado a necessidade de que outros produtores do país contratem pelo menos um profissional gaúcho em suas equipes”.
O ministro Marco Antônio Nakata, diretor do Instituto Guimarães Rosa, destacou as atividades de diplomacia cultural que a instituição, criada em 2022, tem desenvolvido em mais de 150 países. O objetivo do instituto, que é um braço do Itamaraty, é o de disseminar a cultura e a língua portuguesa em sua variante brasileira, com a promoção de traduções, aulas de português, além de eventos de artistas brasileiros pelo mundo. “A missão do instituto tem como eixos a valorização da herança cultural africana, da cultura indígena e diversidade de gênero e das regiões do país”, destacou.
Foto: Marcelo Batista


Deixe um comentário